Que tipo de homem-companheiro você quer ou tem a seu lado? Um sujeito que contribui nos afazeres domésticos ou que nada ou pouco faz?
Pois no diálogo entre duas amigas - num grupo de oito parceiras reunidas para jogar conversa fora – houve surpresa, porque o marido da outra fazia o supermercado semanalmente.
Para completar ainda se ouviu: faz mais de 10 anos que eu não coloco meus pés no mercado, salvo para compras muito pessoais.
Ainda sobre o supermercado, uma delas foi enfática: eu prefiro fazer as compras da casa; se meu companheiro decide ir, já sei que no lugar do sabão em pó vem ‘em pedra’; ao invés do limpador multiuso, ele traz o detergente; e, se eu pedir uma marca de absorvente, é outra que vem. Portanto, supermercado é comigo.
A partir daí o papo rolou em todas as direções. Quem arruma a cama do casal? Meu marido jamais ‘estendeu a cama’. E o ideal é atribuir essa tarefa aos homens, especialmente os que tiveram a experiência do serviço militar. E com direito a jogar moeda nos lençóis. Risadas.
E em relação aos filhos, como fica? Os pais contemporâneos participam mais freqüentemente das tarefas que, até bem pouco, eram afeitas às mulheres-mães? Trocar a fralda – de xixi frise-se – e dar mamadeira já não surpreende quando realizadas por eles; são bem companheiros, às vezes.
Cozinha é lugar de homem. Muitos se descobriram ‘gourmets’, para a sorte das mulheres que não fritam sequer ovo. Porém, na churrasqueira, há muitas que a pilotam mais repetidamente do que seus homens.
As ‘Amélias’ existem. Há as que tiram os sapatos – talvez as que os atiram, mas estas silenciam - e massageiam os pés dos parceiros; organizam o banho e escolhem a roupa deles. A cueca também? Preparam o prato de comida, decidindo o que e quanto comer. Isso é hábito ou obrigação? Uma vez lá que outra, como um comportamento de 'conquista', preparando uma noite de amor, tudo bem... Mas todo o dia, deve ser cansativo. Bem, mas se a companheira fizer por deleite, a gente aceita.
Levar e buscar filhos na escola ou na festa do final de semana; juntar o cocô do cachorro do pátio; limpar a gaiola do passarinho; dar comida para o hamster; fechar a casa quando anoitece; aguar as plantas do jardim; consertar o abajur cujo fio escapou; trocar as lâmpadas queimadas; azeitar a fechadura da porta; retirar a roupa da corda; recolher a suja do banheiro e consertar a descarga da privada que rompeu... É preciso um companheiro para tudo isso!
São tantas as atividades da rotina da casa que o bom mesmo - se você não tiver um terceiro para fazer isso - é estabelecer uma divisão calculada, disciplinada e superdosada entre o casal. De preferência que um saiba bem o que lhe toca, e não precise apontar nada ao outro, porque isso também desgasta. Afinal, companheiro é aquele que participa da vida ou da ocupação de outro.
Esse é o homem que toda a mulher quer ter ao seu lado, sem abrir mão de outros atributos, como ser um ótimo amante, por exemplo. Quem já encontrou o seu, que segure. Quem ainda não tem, seja otimista, você ainda pode encontrar. E não esqueça: esse texto é escrito por uma mulher. Se fosse por um homem, seria diferente?
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