Ela vinha sofrendo deste problema há algum tempo. Embora fosse uma bela mulher atraente e sensual, polida e refinada, trazia consigo a dificuldade de atingir orgasmo. Estivera casada durante longo período com o homem que entendia ser o seu ‘príncipe’ encantado. Mas o seu problema fulminara com esse amor. Tão logo separada entregou-se a experiência de amar diversos homens, na ânsia incontida de alcançar o prazer sexual.
Em muitas ocasiões ela percebera o desempenho primoroso de seus parceiros sexuais, mas ainda assim não alcançava o tão sonhado deleite.
Já estava desistindo de tentar, entregando-se, vencida, a realidade da frigidez, quando de maneira inesperada obteve algo que se assemelhava àquilo que tanto desejara, e que muitas vezes lhe havia sido descrito por amigas e conselheiras.
Estava numa festa de aniversário – 60 anos de um grande amigo – e por ocasião do “parabéns a você”, seguido de intensas palmas – que ela acompanhara de maneira totalmente desanimada, descobriu que alcançara, subitamente, o clímax sexual.
A resposta sexual àquele estímulo absolutamente descontextualizado, estranho à lascívia sexual, surpreendeu a mulher.
Interrompeu as palmas, e as repetiu, e outra vez mais, e novamente, e foi-se acostumando à sensação prazerosa que o ato lhe proporcionava.
Sorridente, e extasiada, ela voltou para a casa feliz. Havia encontrado, enfim, o prazer sexual a tanto tempo perseguido.
Depois da intrigante descoberta entregou-se a muitos homens, e com cada um, as palmas durante o ato sexual lhe proporcionavam maravilhoso gozo delirante.
Mas ela, que sempre fora considerada uma mulher educada, agora enfrentava críticas severas por sua falta de polidez. É que nunca mais pudera entregar-se às palmas ao assistir um espetáculo teatral, um simples show musical, ao cantar o 'parabéns a você' em um aniversário qualquer.
As tais células especiais que possuía na palma da mão, uma vez estimuladas, provocavam-lhe as sensações próprias do orgasmo. E, nesses ambientes, e em muitas ocasiões, era impossível disfarçar o que sentia. A alternativa, então, era simplesmente não aplaudir.
As palmas transformaram-na numa mulher orgástica, porém, mal educada.
E você, quer experimentar? Bata palma aí!
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